Quando falamos sobre qualidade de vida – algo que todos almejamos – estamos nos referindo a ter condições físicas, psicológicas e sociais que nos permitam viver bem em sociedade.
Na prática, isso significa conseguir descansar de verdade, ter (pelo menos) o mínimo de estabilidade emocional, manter vínculos saudáveis, sentir segurança no dia a dia e ter autonomia para fazer escolhas que nos façam bem, conscientes de cada decisão que tomamos e suas consequências. Mas existem desafios que enfrentamos para manter essa qualidade de vida.
Estresse constante, luto, traumas, pressão no trabalho, conflitos familiares, solidão, problemas financeiros, doenças físicas, ansiedade ou depressão abalam qualquer pessoa, tirando seu sono, energia e vontade. Passar por isso não é fácil, e às vezes, ao invés de recorrer à ajuda especializada, algumas pessoas buscam um alívio rápido – que pode se tornar um hábito e, então, uma dependência.
Como os fatores que afetam nossa qualidade de vida estão ligados à dependência química?
Enquanto 1 em cada 5 brasileiros já experimentou drogas, apenas 1 em cada 20 faz terapia. É claro que nem todos que usam substâncias ilícitas recorreram a elas para esquecer os problemas, aliviar tensões ou buscar um conforto emocional, mas segundo a OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde – Organização Mundial da Saúde) , 60% dos dependentes químicos possuem outro transtorno mental.
Pode-se dizer que existe um preconceito maior em ir à terapia do que em usar uma substância com esses fins, substâncias essas que podem levar à pessoa a desenvolver a doença conhecida como dependência química. Nesse ponto, a qualidade de vida já não é a mesma; o controle das escolhas, que antes eram tomadas para o bem-estar, fica enviesado por uma substância que altera o organismo.
O álcool é a substância que lidera a busca por tratamento em clínicas de recuperação, seguido de perto pela cocaína e, mais recentemente, pelo uso abusivo de medicamentos controlados (ansiolíticos e opioides). O Grupo Domingues é uma organização dedicada a ajudar pessoas que perderam a qualidade de vida por causa da dependência química.
O Grupo Domingues: uma organização especializada
Com foco em direcionar, auxiliar e encaminhar para a internação e tratamento dependentes químicos e alcoolistas que buscam ajuda – tanto por conta própria como por intervenção da família – o Grupo Domingues é referência no segmento e conta com grandes centros de tratamento especializados em álcool, drogas e comorbidades associadas.
O processo de recuperação de uma pessoa com dependência pode ser árduo, mas passar por ele devolve o controle e prepara o paciente para resgatar sua qualidade de vida. Para escolher a clínica mais adequada a cada paciente que chega ao grupo e o tratamento ideal, leva-se em consideração as individualidades e histórico pessoal de cada um.
Nos centros de reabilitação do Grupo Domingues, você encontra:
- Programas terapêuticos específicos para cada indivíduo
- Atuação com ética, profissionalismo e cuidado
- Instalações confortáveis e adequadas para cada modalidade de tratamento
- Atendimento médico especializado
- Abordagem humanizada
- Reuniões diárias
- Resgate 24 horas
- Excelentes resultados de recuperação
Como a dependência química envolve a família de forma direta, esta precisa virar parte do tratamento. Clínicas ideais ajudam os familiares no momento de crise e em se preparar para o retorno do dependente já em recuperação.
Codependência: o que é e como identificar
A codependência vira realidade quando a vida de alguém (normalmente familiares próximos) passa a girar em torno da dependência de outro indivíduo a ponto de perder a própria saúde emocional. Muitas decisões viram tentativas de controlar ou “salvar” a situação.
Como identificar sinais da codependência:
- A pessoa vive em estado de alerta, checando, investigando e tentando prever crises;
- Mente ou encobre situações para evitar vergonha ou consequência;
- Sente que, se não controlar, “vai dar tudo errado”;
- Já faz parte da rotina apagar incêndios, acreditar em promessas e frustrar-se;
- Não cuida mais de si (sono, saúde, amigos, trabalho) e vive cansado(a);
- Sente culpa quando tenta colocar limites ou quando pensa em pedir ajuda;
- Negocia o básico (respeito, segurança, paz) para evitar conflito.
Se esses sinais já aparecem ou se o ambiente estiver virando um fator de risco, é hora de procurar ajuda especializada.
Clínica de internação psiquiátrica
Uma das modalidades de tratamento de dependência química é a internação, que pode ser voluntária, involuntária ou compulsória. A internação é indicada para casos em que o paciente apresenta riscos para si mesmo ou para terceiros, com transtornos mentais em níveis moderados a severos, servindo como um ambiente especializado, seguro e com monitoramento contínuo que segue protocolos rigorosos para que o paciente se recupere.
A internação permite a estabilização do quadro por meio de avaliações clínicas constantes, uso adequado de medicação e terapias estruturadas pensadas por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatras, psicólogos e enfermeiros, garantindo respaldo técnico e acolhimento humanizado.
Quando a internação não é necessária?
Quando existe estabilidade mínima da pessoa dependente, ou seja, ela consegue ficar sem usar por períodos sem ter abstinência grave, tem uma rede de apoio estável e um ambiente minimamente protegido, adere – de fato – às consultas, terapia e grupos de apoio, e não apresenta risco de autoagressão, violência, desorganização grave (confusão mental, falta de cuidados e indicadores de que a pessoa está sem controle da sua vida), o tratamento pode acontecer com suporte contínuo fora da internação.
É importante ver a dependência como ela é: como uma doença, não relacionada à fraqueza de ninguém. Os tabus e a falta de informação atrapalham a busca por ajuda e fomentam sentimentos como culpa e vergonha, muito ligados ao aumento do consumo do que levou a pessoa, em primeiro lugar, a esse estado.










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