Cidade maia perdida encontrada no México, Península de Yucatán

Arqueólogos descobriram uma cidade maia durante a construção de um parque industrial no México, na Península de Yucatán, perto da cidade de Mérida. Batizado de Xiol, o local foi datado entre 600 e 900 dC, período clássico tardio da história maia, época conturbada da civilização pré-colombiana: no século IX, grande parte dessa sociedade caiu, cidades foram abandonadas e dinastias acabaram.

Os responsáveis ​​pela descoberta e restauração foram profissionais do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), no México.

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Batizada de Xiol, a cidade foi escavada e restaurada, com obras iniciadas em 2015 (Imagem: Instituto Nacional de Antropología e Historia)

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O sítio arqueológico foi descoberto pela primeira vez em 2015, mas a divulgação só foi feita após trabalhos de escavação e restauro por profissionais da área. As estruturas do local são do estilo Puuc, arquitetura icônica das cidades maias, e incluem um complexo cerimonial com uma plataforma e uma pequena pirâmide.

Ruínas de palácios, várias praças, plataformas elevadas, cabeças e altares de pedra esculpida também foram encontrados, além de um cenote (caverna natural com água subterrânea) provavelmente usado para oferendas rituais aos deuses maias. 38 depósitos funerários contendo oferendas de cerâmica, joias, ferramentas de obsidiana e pederneira foram exumados por arqueólogos, demonstrando os costumes funerários dos habitantes de Xiol, bem como dados antropológicos da população local.

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Detalhes sobre as práticas funerárias dos povos pré-colombianos foram revelados pela descoberta arqueológica (Imagem: Instituto Nacional de Antropología e Historia)

Há também resquícios de vida marinha, o que sugere uma dieta de peixes para complementar a base agrícola da dieta preferida pelos povos maias. Até agora, 12 estruturas foram identificadas e restauradas, com evidências de outras ruínas arqueológicas nos campos e na selva baixa que cercam a localidade.

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